Conectado como:
filler@godaddy.com
Conectado como:
filler@godaddy.com

A subversão literária, em consonância com o lema da Madame Psicose (“A casa dos subversivos”), pode ser vista como a disposição para escrever às margens das “normas” vigentes em cartilhas sociais da moda — sobretudo em meio à histeria alimentada pelos bastiões da moral em redes sociais.
Trata-se do ímpeto de construir universos ficcionais íntegros, com personagens à altura da complexidade humana, sem trilhar o caminho – esburacado, traiçoeiro — que impregna a literatura de bom-mocismo utópico. Que coopta gente pseudovirtuosa para edificar redomas de vidro.
A Madame Psicose — cujo nome presta homenagem a uma importante personagem do romance Graça infinita, de David Foster Wallace, e foi criada pelo escritor e editor João Lucas Dusi em dezembro de 2023 — busca esse tipo de ficção corajosa, estruturada, com um bom trabalho de linguagem e histórias cativantes, sem medo de retaliações vazias.
O debate em torno da ficção de cunho social e de linguagem, no entanto, é velha: assombra o meio literário há pelo menos mais de um século. Mas, como o fantasma da dicotomia insiste em assombrar esse mercado tão escasso, é preciso tomar um lado. A Madame Psicose é a casa dos subversivos e, na medida do possível, vai lutar para não se corromper.
Não prometo nada.
Foto: Cris Nienkötter